Você já ouviu falar em Diabetes Gestacional? (Resenha)







Você sabia que existe um tipo de diabetes que pode ser desenvolvido durante a gestação?

No artigo Diabetes Gestacional revisitada: Aspectos bioquímicos e fisiopatológicos, publicado pela Revista Humano Ser em 2015, foram abordados por meio de uma revisão bibliográfica os principais aspectos bioquímicos e fisiopatológicos do diabetes gestacional, uma patologia que apresenta prevalência de 7,6% entre as gestantes, de acordo com o SUS (1998).
Os autores, ao realizarem o levantamento verificaram que existe uma correlação do desenvolvimento da patologia a resistência á insulina em decorrência de uma produção placentária de hormônios contrainsulínicos, tais como: hormônio placentário humano, estrogênio, cortisol e prolactina.
São destacados ao longo da publicação, a função da glicose, da insulina e os efeitos desses hormônios contra-insulínicos (contrarreguladores) no organismo.
Em vias gerais, a glicose, necessária para a produção de ATP, é o estimulo para a produção de insulina, já a insulina, produzida pelo Pâncreas, auxilia a entrada da glicose nos tecidos que precisam dessa fonte de energia (ATP), além de participar da regulação de outras vias metabólicas , como a Glicogênese, a Glicogenólise e a Lipólise.
Em contrapartida, os hormônios contrarregulatórios inibem a secreção da insulina e aumentam a quantidade de glicose no sangue, a epinefrina e o cortisol estão relacionados ao estresse, já o GH, também citado na revisão, é o hormônio do crescimento e sua hipersecreção pode levar a intolerância à glicose. Enquanto os hormônios placentários (lactogênio placentário humano, estrógeno, progesterona e prolactina) inibem e diminuem a sensibilidade á insulina.
Essa redução da sensibilidade á insulina é uma adaptação metabólica benéfica e natural que ocorre durante o processo da gravidez, ajudando a fornecer glicose para o feto em desenvolvimento, no entanto, a GDM é caracterizada por um decréscimo adicional na sensibilidade à insulina, ou seja, em consequência de uma maior dificuldade de a insulina reagir, a transferência do excesso de glicose da corrente sanguínea para dentro das células é limitada, a mãe passa a oferecer para o feto muita insulina, fator conhecido como hiperinsulinemia, e a taxa de glicose da mãe fica persistentemente mais alta.
Ocorre que na hiperinsulinemia a insulina se torna praticamente um hormônio anabolizante, desencadeando problemas como a macrossomia, podendo haver complicações no parto devido ao tamanho do bebê, além de outros fatores, como a hipoglicemia neonatal (queda abrupta da glicose). Geralmente a DMG é reversível, porém, conforme relatado neste artigo, 30 a 50% das mulheres que tiveram diabetes gestacional, desenvolvem diabetes tipo 2 após a gestação.
O Ministério da Saúde relata os seguintes fatores de risco para o desenvolvimento da doença: mulheres nos extremos da vida reprodutiva, histórico familiar de diabetes, maus hábitos alimentares, excesso de peso, baixa estatura (menos de 1,52cm) e principalmente gestantes que ganham muito peso ao longo da gestação.
O tratamento visa a manutenção dos níveis de glicemia em valores normais, e inclui uma dieta nutricional balanceada em conjunto á atividade física, pois a atividade física contribuí para aumentar a quantidade de transportadores de glicose nos músculos (GLUT4), retirando uma alta porcentagem da glicose circulante. Em casos mais severos inclui-se a insulinoterapia, ou seja, a administração de insulina via exógena.

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Referência: https://periodicos.unifacex.com.br/humanoser/article/view/571

Elaboração: Bruna Henkel Proceke

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